segunda-feira, 29 de setembro de 2014

1ºB Sandy Sueli Miranda Ferreira

Amor.



Acordar de manhã, ver um sms daquela pessoa que tem conversado muito ultimamente dizendo "Bom dia". Responder sem muito entusiasmo, e sem perceber, ter um encontro marcado às 18hrs no café da esquina.

Passar o dia quase sem lembrar-se do compromisso, mas comparecer na hora certa ao encontro, mesmo que na sua cabeça não seja um encontro.

Depois de um tempo, reparar que esses encontros estão cada vez mais frequentes, e que há alguma coisa no olhar daquele cara, que de alguma maneira, o faz interessante. Marcar um novo encontro, em um lugar diferente, talvez um cinema. E dessa vez, quase não conseguir esperar o tempo passar de tanta vontade de vê-lo. Com o tempo o assunto de vocês muda, e o que era somente trabalho, vira uma coisa mais pessoal como: amigos, gostos, família, filhos.

Você acorda, e automaticamente confere o celular, e está lá, a mensagem de bom dia que você tanto esperava.

As coisas começam a ficar mais sérias, e você até sente um pouco de medo por isso, mas não se deixa levar pelo medo e pensa: "Por que não arriscar?". Aceita logo o convite pra um jantar romântico em um dos restaurantes mais caros da cidade.

O jantar flui bem, ate que flagra o momento em que em sua mão está por baixo da mão dele sobre a mesa, seu rosto cora, não sabe como reagir, e ele finge não perceber.

Vocês passeiam após esse jantar, em certo momento, eis que acontece o esperado, vocês finalmente se beijam. Depois de tantos meses de conversas chatas, falando sobre trabalho e como o seu chefe é um pé no saco, vocês finalmente se beijam, e todos esses meses de conversa passam a valer a pena por causa dos 30 segundos em que seus lábios se tocaram.

Ele toma coragem e segura a sua mão, parece que voltaram ao jardim de infância. Mas a sensação do jardim de infância era tão boa, você concorda.

Seu sorriso simplesmente não cabe em seu rosto.

E você fica pensando o tempo inteiro nele, em como queria ele do seu lado, ali, enquanto coa o café. Morar junto.

Mas eis que surge a primeira briga, sem motivos, a seu ver. E vê que aquele "mar de rosas", não era tão "mar de rosas" assim, mas não desiste.

É ai que começa a aprender que o amor não é perfeito, muito pelo contrário, é imperfeitíssimo. Começa a descobrir gostos dele que não são tão perecidos com o seus, e isso passa a acontecer frequentemente. E você desiste? Mas é claro que não. Afinal você ama esse cara, não ama? Você sente duvidas por um tempo, diante dos últimos acontecimentos, das ultimas brigas. Mas lembra do que te foi ensinado "Quando alguma coisa quebra, não jogue fora, conserte!" E é nesse lema que o casamento de seus pais durou tanto tempo, as coisas não são perfeitas, nem mesmo o amor, lembra.

Você tende aprender a respeitar a opinião dos outros, e a pedir desculpas quando errar, mesmo que não seja tão fácil. Mas isso não parte só de você, dele também e por isso você sente que vale a pena. Ele não é tão perfeito como você achava, mas você também não é. Ele erra, você também.

Mas por que será que mesmo sabendo que virá brigas e talvez até lágrimas -por que vocês não são perfeitos- você ainda continua com ele?



É simples, você o ama. E nada disso vai importar quando chegar à noite e você o vê deitado ao seu lado. Nada disso importará quando ele disser que te ama. Você enfrentaria qualquer coisa. Por que é assim que funciona o amor, imperfeitíssimo.


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